O que é um eSIM?
Um SIM que, em vez de ser comprado em plástico e encaixado numa ranhura, é transferido para o telefone. Faz o mesmo que o de sempre: liga o telefone a uma rede.
Em que difere do SIM de sempre
O de plástico
É preciso ir buscá-lo: uma loja, um balcão no aeroporto ou um envio pelo correio. A troca é feita à mão, com o clipe. Enquanto ele está em uso, o seu SIM fica solto na carteira e, na volta da viagem, acaba numa gaveta.
O digital
A transferência leva uns dois minutos, a partir das configurações do telefone. Funciona ao lado do SIM que já está no aparelho, por isso o seu número continua ativo. Quando a viagem termina, basta apagá-lo.
Para a rede móvel, os dois são iguais. A diferença está na forma como o SIM chega ao telefone, não no funcionamento depois de instalado.
Como funciona
O telefone já tem o chip lá dentro
Os telefones recentes trazem um pequeno chip soldado à placa que faz o trabalho do SIM. Tem um número próprio que o identifica, o EID, e vem de fábrica: não é comprado nem trocado.
A operadora prepara um perfil
O que antes vinha gravado no cartão (a sua linha, com a permissão para usar uma rede) agora é um arquivo. A operadora prepara esse arquivo e deixa-o à espera num servidor, reservado para um único telefone.
O QR só indica onde buscá-lo
Aqui está a confusão habitual: o QR não é o eSIM. É um endereço. Ao ler o código, o telefone sabe a que servidor ir e que perfil pedir; faz o download e guarda o perfil no chip. Por isso é preciso internet para a instalação, e por isso um QR só serve uma vez.
Depois da transferência, o perfil fica dentro do telefone. Pode ficar sem internet, desligar o aparelho ou viajar de avião: o eSIM continua lá.
Para que serve e para que não serve
Os eSIMs de viagem, como os da Glowi, são só de dados: servem para ter internet no telefone em outro país. Isso quer dizer mapas, mensagens, redes sociais, e-mail e chamadas por aplicativos. E também quer dizer que há três coisas que não fazem:
Não tem número de telefone. Não é possível receber chamadas nem SMS nessa linha.
Não substitui o seu SIM. Funciona ao lado dele; a sua linha de sempre continua onde está.
Não faz chamadas pela rede móvel. As chamadas funcionam pelo WhatsApp, pelo FaceTime ou por qualquer outro aplicativo.
Por que isto muda tudo em viagem
Longe de casa, o problema de sempre era escolher entre pagar o roaming da sua operadora ou procurar um SIM local logo ao desembarcar. O eSIM acaba com essa escolha.
Sem depender do roaming. Os dados para o país de destino são comprados antes de partir, ao preço desse país.
Sem procurar uma loja ao chegar. Sem balcão, sem passaporte, sem fila com o telefone nos 4% de bateria.
O seu número continua ativo. A linha de sempre continua no telefone, por isso os SMS do banco e dos seus contatos continuam a chegar.
Ver os planos por destino · Como funciona a compra de um eSIM da Glowi
O meu telefone é compatível?
A maioria dos telefones dos últimos anos é. A forma rápida de tirar a dúvida: digite *#06# como se fosse fazer uma chamada. Se entre os números exibidos aparecer um EID, o telefone é compatível com eSIM. Além disso, o telefone deve estar desbloqueado.
Perguntas frequentes
O meu telefone é compatível?
Digite *#06#: se aparecer um número EID, o telefone aceita eSIM. Também precisa estar desbloqueado.
Tenho que tirar o meu SIM atual?
Não. As duas linhas convivem no telefone: a sua para chamadas e SMS, a da Glowi para dados.
Mantenho o meu número e o WhatsApp?
Sim. O seu SIM continua no telefone; o eSIM só leva os dados.
Posso fazer chamadas ou receber SMS com o eSIM?
Não. É uma linha só de dados: não tem número de telefone. Para chamadas e SMS, use a sua linha de sempre; pela internet, o WhatsApp, o FaceTime e qualquer outro app funcionam normalmente.
Quantas vezes posso usar o código QR?
Só uma. O perfil é transferido uma vez e, a partir daí, o código QR deixa de valer. Se apagar o eSIM do telefone, vai precisar de um novo.